26/03/2016

Meu Armário Cápsula de um ano!

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Resolvi radicalizar, e depois de ter ficado Um Ano Sem Sapatos, vou ficar um ano com o mesmo Armário Cápsula, a ideia inicial é começar a partir do dia 01 de abril de 2016 e ficar até 01 de abril de 2017 com as mesmas roupas, sem comprar nada novo a partir dessa data, nadica de nada!

Para montar esse "Cápsulão", vou seguir algumas regras, são regras que eu mesma bolei, tudo baseado no meu estilo de vida, minhas necessidades, o clima de onde moro e todos esses fatores, que tornam as regras do AC não "universais", digamos assim. Essas regras, na minha humilde opinião, devem ser adaptadas para cada pessoa de modo individual, o que dá certo pra mim pode não dar certo pra você, é muito importante levar isso em conta antes de começar qualquer projeto.

MINHAS REGRAS:

  • Não posso comprar: roupas, sapatos e bolsas.
  • O projeto vai durar exatamente 01 (um) ano! (01/04/2016 à 01/04/2017).
  • Se estragar: posso customizar, pintar, cortar, jogar fora e me virar sem essa peça, mesmo que ela seja uma peça "chave" no meu armário!!! Não será permitido compras para substituições.
  • Quantas peças vão fazer parte do projeto: Serão 100 peças incluindo roupas, sapatos e bolsas.
  • Se eu ganhar: vou usar, vou amar, vou adorar e com certeza vou pirar de alegria. Presentes serão sempre bem vindos!
  • O que eu posso comprar: peças íntimas (calcinha, sutiã e meia), acessórios, óculos, relógio, bijus em geral.
  • O que fazer em ocasiões especiais, como casamentos e formaturas: quase nunca vou em eventos assim, então se surgir algum vou alugar a roupa, mas se for um evento inferior a isso vou usar as mesmas roupas de sempre, só incrementando nos acessórios.
  • Se eu surtar e comprar alguma coisa: engulo o choro e começo de novo, afinal errar é humano! Só não vale persistir no erro né!

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Mas não pense você, que eu vou começar um projeto desses assim do nada, essa semana mesmo eu já comprei alguns itens que acho que serão essenciais nessa jornada, comprei 04 pares de sapatos (lembrem-se que fiquei um ano sem comprar nada né), comprei um blusa (só pra fechar o valor e ter frete grátis #quemnunca) e preciso com urgência comprar pelo menos 3 calças, sendo que duas delas deve ser social, uma tem que ser colorida (vermelha ou azul escuro) e uma tem que ter a barra larga, tipo flare. Também comprei alguns vestidos mais sociais, pois quase não tenho vestido pra ir na igreja.

Já comecei a maratona de tingimento das minhas velhas calças de guerra, encontrei um tom de jeans que vai deixar elas irreconhecíveis, e gente tingimento é puro amor! Quando quiser renovar totalmente um peça de roupa gastando apenas 2,50, compra um potinho de pó para tingir roupas!!

As blusas serão as mesmas de sempre, mas já abri a mala e selecionei as que amo mesmo e as que vão pra doação, vou fazer essa seleção de novo, pois tem umas peças aqui que eu ando insistindo com elas, mas de verdade, não rola! Não adianta guardar ou deixar penduradas no cabide sem nunca usar, vou doar ou vender tudo que não esta tendo uso!

Por enquanto é isso, quando minhas compras chegarem vou avaliar e ver se compensa fazer um post mostrando as peças uma por uma, ou se eu mostro apenas as experiências obtidas e alguns looks e tal. Estou pensando nisso ainda. Veremossssss.

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21/03/2016

Deus e suas chineladas

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O título do post define o que senti quando passei por dias turbulentos com meu filho doente, totalmente incapaz de ajudar ou fazer algo por ele, uma completa inútil! Me senti levando uma chinelada na cara, e quem segurava essa chinela era Deus. Mas olha, a chinelada não era um castigo ou punição, estava mais para um "acorda pra vida", sabe?!!

Foi então que a ficha caiu, e eu percebi que todo aquele "deserto" era só uma das misteriosas formas Dele agir, eram as linhas tortas, Deus estava me mostrando que preciso voltar para sua casa, fazer as pazes com a igreja, como boa filha, eu o obedeci! Para entenderem melhor o que está se passando na minha vida, vou contar do começo, como sempre, então senta que lá vem história:

Nasci numa família onde a matriarca é evangélica, minha vó, claro que nem todos seguem a matriarca, mas ela tem suas influencias. Minha mãe até tentou me lavar para igreja católica, fui batizada lá, mas toda minha educação religiosa foi dentro da igreja que minha vó frequentava,  os costumes e as doutrinas, eu seguia tudo ao pé da letra. Logo eu, que hoje não uso saia, até os meus 14 anos, era quase a única parte de baixo do meu armário.

Um dia, sofri um preconceito enorme dentro da igreja, algumas pessoas me julgaram, me encurralaram, por eu morar numa casa, onde apenas EU era "crente", meu pai bebia, minha mãe não frequentava nenhuma igreja, aos fins de semanas tinha truco, cerveja e churrasco, eu vivia numa casa "mundana", esse foi o termo que usaram, eu era uma má influencia para as outras jovens daquela igreja.

Nem meia dúzia de pessoas, pessoas más, essas poucas pessoas, conseguiram me fazer tomar raiva de igreja, qualquer igreja, só ia em casamento ou algum evento mega importante pra alguém muito querido. Eu tinha 14 anos, quando decidi que não entraria mais na casa do Senhor, que não acreditaria mais em sua palavra, eu era uma criança revoltada! E cresci uma adulta revoltada!

Precisei de uma grande chinelada de Deus, para perceber que um bom filho, SEMPRE à casa torna! Precisei ver meu filho quase morrer, tomando milhões de remédios sem melhora, para finalmente aceitar que talvez, só talvez, apenas Deus pudesse dar a cura pra ele, apenas minha fé!

Fé, eu tinha muita fé aos 14 anos, nos dias de festa lá em casa, eu ia pro quarto, ler a bíblia, pedir perdão por meus pais, pedir que eles aceitassem Deus, mas depois da minha decisão de sair da igreja, decidi não ter mais fé, eu perdi minha fé em quase tudo, mas principalmente em Deus! Como eu iria entrar numa igreja com meu filho doente nos braços e pedir a Deus uma cura, se minha fé não era suficiente?

EU não sabia, mas mesmo assim entrei no carro e sai pela cidade, eram 19:30 horas, em ponto, pensei em ir numa igreja mais vazia, pra poder chorar num cantinho, foi nessa hora que Ele começou a agir, pois TODAS, até a mais pequena das igrejas estavam lotadas, menos uma, a maior igreja da cidade, eram 19:40 e na porta tinham meia dúzia de caros, parei na hora, era ali.

Entrei e realmente tinham poucas pessoas, sentei num canto, já comecei pedindo perdão, perdão por só voltar quando a dificuldade bateu na minha porta, perdão por meu egoísmo, mas sou mãe, sei que o Senhor entende e acolhe as mães em dificuldade. Fiquei de olhos fechados uns 5 minutos, e quando abri tinha uma colega de trabalho na fila do outro lado do corredor, acenei, ela veio até mim e me convidou pra sentar ao lado dela, fui relutante, a igreja já estava lotada, olhei pra traz e vi que as ruas ao redor estavam lotadas, descobri que era dia de Santa Ceia, que vergonha, senti vergonha por estar ali logo na Santa Ceia, onde geralmente TODOS os irmãos mais velhos vão, onde todos me conhecem, mas eu não estava ali por mim, era por ele, meu pequeno continuava imóvel no meu colo, acordado, mas sem forças.

Quando o culto começou, já senti uma presença estranha, um ar pesado, algo dentro de mim estava inquieto, chorei muito. Pedi com toda minha pouca fé, que Deus curasse meu filho! E quando o pastor mandou a gente se sentar ele começou a dar birra, queria ficar de pé. Tive que levantar e ir com ele pro fundo da igreja, pensei em ir embora, mas não tinha terminado de fazer o que fui fazer ali.

Foi aí que outra colega de trabalho passou e perguntou se ele havia melhorado, disse que não, e ela perguntou se eu gostaria de dar o nome dele para o pastor orar lá na frente, concordei na hora, é claro. Depois disso, tudo aconteceu muito rápido, só sei que de uma hora pra outra o pastor estava chamando meu nome pra ir com meu filho lá na frente, fiquei em choque, eu só queria discrição, porque tudo estava acontecendo daquela forma?

Por sorte uma das minhas melhores amigas tinha aparecido e estava ao meu lado, pedi socorro - você vai comigo? - ela me acompanhou até o altar, onde tinha uns sete pastores, no mínimo, e TODOS, todos os pastores, todos os irmãos, a igreja inteira começou a orar pelo meu filho, minha inquietação passou, fechei os olhos e pedi a Deus que se minha fé não fosse suficiente, que a fé daquela igreja inteira haveria de ser. Tive fé na fé dos outros!

Saí de lá chorando muito, mas de alma leve, sensação de dever cumprido! Cheguei em casa e o João quis descer do meu colo, coisa que ele não fazia a duas semanas, logo quis jantar, quis brincar, mas ainda estava fraco, logo dormiu. Foi uma semana longa, mas foi abençoada, meu filho não vomitou mais, voltou tudo ao normal. No domingo, pensei em ir na igreja agradecer, coloquei meu vestido novo, arrumei as crianças e fui. Se fui pedir, teria que ir agradecer, falei para uma amiga que o pastor poderia dizer lá na frente que a oração da semana passada tinha curado meu filho, a fé moveu montanhas SIM.

Foi um culto emocionante, fiquei no fundinho, meio escondida, o João dormiu o tempo todo no meu colo, até que do nada, como se uma força me puxasse, eu me vi num momento único de emoção, quando a pastora que ministrava o culto no dia chamou lá na frente todas as pessoas que gostariam de aceitar Deus em suas vidas a partir daquele momento, eu não sei nem como cheguei lá, mas fui a primeira, eu queria uma vida de milagres, uma vida de fé incondicional, eu "aceitei" Jesus.

O que sou agora?

Sou evangélica? Sou "crente"? Sou uma irmã em Cristo?

Ainda não sei! Só sei que quero mais de Deus na minha casa, quero uma educação religiosa para meus filhos, quero uma vida diferente, mais espiritual. Quero renovar minha fé na igreja e principalmente em Deus, quero a paz do senhor, quero fazer parte de uma comunidade de pessoas que desejam o bem, que fazem o bem.

E sabe qual é a melhor parte dessa história? Apesar de ter ficado com vergonha em alguns momentos, eu não estou ligando pra opinião de ninguém sobre isso, não ligo mesmo, essa decisão é só entre mim e Deus, o resto é só o resto!image

18/03/2016

Um vestido pra se sentir linda!

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Esse título traduz perfeitamente o que senti quando coloquei esse vestido e saí pelo mundo toda serelepe e esvoaçante, me senti LINDA! Além de poderosa, chique, elegante, madura e todos os adjetivos bons que traduzem o bem que a gente sente ao se sentir linda de alguma forma. Né?!!

Minha autoestima tem melhorado bastante nos últimos tempos, dei uma emagrecida (sem dieta ← melhor parte!!), meu cabelo tá crescendo e já dá pra amarrar e controlar a rebeldia, estou com poucas espinhas, tá tudo fluindo bem por aqui. Amém!

E aí, que me vem a Romwe, que é super parceira aqui do blog e me presenteia com esse vestido lindo, perfeito, e tudo que era bom, fica melhor ainda. Êta vestido abençoado, foi com ele que finalmente fiz as pazes com a igreja, no fim de semana passado, mas isso é história pra outro post. Hoje eu vim mostrar minha elegância dentro desse vestido, que quase anda sozinho de tão lindo que é! Vejam:

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Link para comprar um vestido igualmente lindo AQUI!

Ele vem com um cintinho fofo, todo prateado, mas ainda não usei ele com cinto, só assim, soltinho. O preço é mega amigo e a qualidade é, como sempre, surpreendente. A melhor parte desse presente é que ele serviu tão certinho, que nem a barra tive que mandar fazer, o que é um milagre por aqui, já que meço 1,50 de altura, mas com ele bastou por um salto e pronto.

Ah, antes que me esqueça, o vestido teve o frete grátis, demorou 32 dias pra chegar e infelizmente fui tachada e paguei absurdos 50% do valor total da peça pra poder retirar dos Correios, mesmo assim, valeu cada centavo! Super Recomendo!

Quero saber a opinião de vocês nos comentários em!image

05/03/2016

Como filhos doentes mudam nossa vida!

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( João Bernardo aos 3 meses de vida)

Estou tentando escrever esse texto tem uns dias, mas não tinha tempo, e agora que abri o editor, já mudei o título várias vezes e não acho que esta realmente bom, mas resolvi só contar minha história pra vocês e pronto! Então vamos começar do começo né?!!:

O João Bernardo nasceu em maio de 2014, com três dias de vida inventei de dar leite Nan pra ele, pois meu leite materno não havia "descido", claro que não deu certo e ele passou mal, teve diarreia e foi parar no hospital. Depois aos cinco meses eu resolvi que era hora de introduzir outros alimentos além do leite materno, fiz tudo certinho, sopinha de legumes, sem sal, sem óleo, tudo amassadinho e fresco, só que um belo dia achei que devia dar um Danoninho pra ele, achei normal já que a Duda (minha filha mais velha) tomou Danoninho aos 4 meses e nunca sentiu nada.

Resultado: cinco dias no hospital fazendo cocô com sangue, quando voltei pra casa, achava que o problema tinha sido um pedaço de papel que ele havia comido mesmo dia, mas hoje vejo que não foi isso, meu filho sempre teve uma "pré" disposição a ter Alergia a Proteína do Leite de Vaca (conhecida como APLV). Mas nós nem imaginávamos, eu nunca imaginei.

Com um ano e dois meses eu desmamei e comecei dar leite de caixinha (Piracanjuba Integral), e ele nunca sentiu nada, pelo menos nada que eu achasse estranho, era uma criança normal, até que durante essas férias em algum momento, que eu nunca vou descobrir quando ou onde foi, ele ingeriu leite de vaca natural (não industrializado) e foi onde o organismo dele finalmente falhou e não deu conta de digerir a proteína.

Resultado: quatro dias internado com infecção intestinal, vomitando, cagando sangue vivo, sem comer, perdendo peso e quase morto. Depois de longos 4 dias resolvi tirar ele do hospital, sem ter alta, e levar pra outra cidade, onde tinha melhores recursos para sabermos o que ele tinha, fiquei mais três dias lá com ele passando mal, até o ter o diagnóstico. Agora imaginem o coração dessa mãe que vós fala, imaginem meu emocional, estou um caco minha colega, um caco!

Nunca imaginei que uma criança com quase dois anos poderia ter uma alergia alimentar dessas, sempre achei que as crianças alérgicas já nasciam assim, e pronto! Grande erro, meu erro, por não ver os sinais que ele me deu desde o terceiro dia de nascido.

Agora estou em casa, tem três dias, e ele continua fraco, ainda vomita, mas graças a Deus não faz mais cocô com sague, toma um caminhão de remédios para repor as paredes do intestino, mais um caminhão para não vomitar tanto, ainda esta bem desidratado e emagreceu três quilos. Meu bebê, que era uma criança super ativa, custosa, subia em tudo, mexia em tudo, agora fica onde eu a coloco, se eu o coloco no sofá, lá ele fica, não desce, não pede comida, não pede água, fica lá o dia todo se eu deixar.

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( ↑Fotos de alguns meses atrás)

Já li tanta coisa sobre crianças com APLV, e aparentemente é "normal" eles ficarem assim por alguns dias depois de uma crise,  tem mães que relatam meses até o filho voltar a ser como era antes. Não é fácil, não tem sido fácil!

Aí vem a dieta, única forma de prevenir essas crises, nada de leite de vaca e seus derivados, até aí ok! Mas depois você descobre que até pasta de dente tem leite de vaca, e o absurdo continua quando vejo na lista da nutricionista coisas como sardinha, salsicha, calabresa, presunto e mais um monte de comidas que a gente nunca na vida imaginava que contém leite ou traços de leite na fabricação.

Ah e a maioria dessas comidas não citam na embalagem que contem esses traços, então a gente meio que fica as cegas pra alimentar o filho da gente, porque infelizmente ainda não regulamentaram uma lei que obrigue pôr nas embalagens quando contém leite, como a lei do Glúten ( contém Glúten / não contém Glúten).

Enfim, a alimentação aqui em casa tem sido mais saudável, nada de industrializados, nada de salgadinhos (pois tem leite neles também ºOº), nada de pizza aos sábados ou sanduiches aos domingos, muitos brócolis e cenouras, feijão e carne de soja. Como dizem à males que vem para o bem. Acho que esse pode ser um desses males!

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