A Violência doméstica contra a mulher.

Cresce a cada dia o número de mulheres assassinadas pelos companheiros, antes o vilão era o marido, hoje o namorado, rolo, ficante, a pessoa que esta do seu lado se sente no direito de tirar sua vida, se sente dono de você.


A violência doméstica é a violência explicita praticada no âmbito familiar, se dá entre o marido e a mulher, sogra, padastro, pai, filho, pessoas unidas por parentesco, a violência contra a mulher se inclui na violência doméstica, para isso foi criado em 2006 a Lei Maria da Penha, que aumenta a punição para o agressor da mulher no âmbito familiar.

Como todo mundo sabe, uma lei no papel é bem distante da realidade, a violência contra a mulher não vai acabar ou diminuir por causa de uma promessa de punição mais rigorosa, digo promessa porque a realidade é outra, um homem que mata a mulher pelo simples fato dela não o querer mais como companheiro, não chega a ficar 30 anos na prisão. O código penal brasileiro foi criado em 1940, onde a realidade era outra, onde o homem tinha princípios e a mulher já nascia com o destino de crescer se casar e ter muitos filhos.

Nossa realidade é bem diferente, hoje as mulheres estudam, trabalham e fazem as mesmas coisas que antes só eram feitas por homens, não dá pra continuar com uma lei tão frágil, onde uma pessoa que tem nível superior tem regalias, hoje se faz nível superior até pela internet! Não dá pra por um pedófilo que abusa e mata crianças, numa cela onde ele vai ter comida, água, energia e tudo mais que ele precisar as custas dos nossos impostos.


Não adianta criar uma lei onde os direitos da mulher é garantido, se no fim o que acontece é que o homem que mata uma mulher pode estar livre em 10 ou 15 anos, pronto pra matar a próxima, sem contar com os covardes que gostam de espancar, de humilhar, de impor autoridade, os homens não são melhores ou piores, são simplesmente iguais, somos iguais.

Este post, mostra minha indignação com as leis do meu país, com a falta de seriedade que é tratada a violência contra a mulher, com o descaso público, não dá mais pra fingir que não vê que essas leis são apenas palavras em papeis, que na realidade uma mulher que pede uma medida protetiva contra o marido, fica com um papel na mão onde diz que ele não pode se aproximar, mas ele não precisa estar tão perto pra matá-la e um papel não vai fazê-lo para ou desistir, muito menos impedi-lo.

O que precisa acontecer para nossa leis serem mudadas? Quem precisa morrer? O que mais terá que acontecer para alguém tomar a iniciativa? 


Eu não vou me calar, quero meus direitos de cidadã, quero ver mudanças! Chega de impunidade, chega de pagar para bandidos, assassinos, estupradores e pedófilos viverem de boa numa cela, comendo, bebendo ser fazer nada o dia todo, enquanto eu ralo pra sobreviver!  
Chega de ver mulheres lindas, com futuros brilhantes serem mortas porque o homem se sente dono delas e porque eles sabem que a lei é frágil, falha e desumana!

#prontofalei

5 comentários:

  1. É isso ai amiga, estamos cheias de ver esse tipo de impunidade e covardia! Queremos justiça!!!
    Eu não consigo ver esse tipo de coisa, fico mal só de pensar, e como não posso fazer nada, pelo menos rezo pelas famílias das vítimas, pela alma da pessoa que a vida foi tirada por um covarde, e até por esse covarde, porque neste plano ou no outro ele vai ter o que merece!
    Beijos querida eboa semana pra vc

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  2. Adorei a sua iniciativa...
    A minha monografia eu fiz sobre a violência intrafamiliar, eu acredito que é evidente qu existe a necessidade de uma lei específica que verse sobre a problemática da violência doméstica no Brasil, uma vez que é de conhecimento de todos que se trata de um mal que atinge nossa sociedade. Porém, atinge à todos os participantes da entidade familiar. E é justo uma lei que verse exclusivamente sobre a violência domestica e familiar contra a mulher? Não abrigando homens desde o idoso até o mais novo?
    Uma pessoa, que cresce vendo os pais se agredirem, tende a repassar isso de alguma forma, uma vez que comprovadamente, esse é um efeito multiplicador. Isso, quando as agressões não são diretas sobre esse filho. Ocorre, que nesses casos, o agressor pode até ter o aumento de pena por conta da agressão ser contra descendente, conforme o § 9º do artigo 129 do Código Penal Brasileiro, porém esse filho não poderá ser beneficiado com as medidas protetivas de urgência, tão bem especificadas na Lei n.º 11.340/06.
    A nossa sociedade mudou, e vai mudar constantemente, para melhor e para pior, pois todos os dias são criadas novas formas de dominação. Se a intenção for que a violência desapareça das relações intrafamiliares, há que se ter consciência que antes de mais nada de que se faz necessário, um amadurecimento social intenso, para que se extinga de vez a dominação, submissão e discriminação, em todos os níveis.
    E com essas constantes evoluções, a Lei Maria da Penha, vem como uma conquista, não no sentido feminista, mas sim porque é uma proteção para a base da sociedade, que é a família. Há doutrinadores que acreditam que posteriormente, poderão acorrer mudanças no texto da lei, para que assim a norma possa proteger toda a instituição familiar, e não apenas uma parte desta. Para que assim, possa ser adotadas políticas públicas voltadas à equidade entre os sexos, que, apesar de não realizarem toda a transformação necessária na sociedade, já seria um grande passo.
    Entende-se que essa nova política criminal, tende a confirmar um modelo de direito penal que tem por vocação potenciar o respeito à dignidade da pessoa humana.
    Sou mãe e tenho uma preocupação muito grande a respeito dos conceitos que posso passar para meus filhos. Passei a minha vida inteira, e posso falar com toda a certeza que nunca ví os meus pais nem discutirem na minha frente, e acredito que isso influencia muito até mesmo na noção de respeito, sabe?
    Desculpe por falar d+... Um beijo, e parabéns pela iniciativa!

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  3. Bruna que texto legal, concordo com tudo, não tem problema pelo tamanho o que eu quero é todas as leitoras do blog se expresse da forma que quiser.

    Monica, você disse tudo, temos que nos unir, chega de violência.

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